A obesidade tornou-se num problema de Saúde Pública em todo o mundo. O aumento no número de crianças e adolescentes obesos contribui de forma direta para a manutenção da obesidade na fase adulta, com consequente elevação de doenças associadas à mortalidade, como as cardiovasculares, a síndrome metabólica, a dislipidémia, a diabetes, a hipertensão e o acidente vascular cerebral (Mello, 2004).

A obesidade ocorre quando o número de calorias ingerido é superior ao gasto: quando tal sucede, as calorias são armazenadas no organismo sob a forma de massa gorda, podendo vir a afetar toda a saúde.

Em 1998, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a obesidade como uma epidemia global, constituindo já um problema de saúde pública, sendo considerada a segunda principal causa de morte no mundo que se pode prevenir, a seguir ao tabaco.

A obesidade infantil é um dos desafios de saúde pública mais complexa do século XXI. Dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) mostraram um aumento significativo na prevalência de sobrepeso em crianças dos EUA. Um artigo de revisão admite que neste país, 25% dos jovens têm excesso de peso, 11% são obesos e 70% dos adolescentes obesos tornam-se adultos obesos (Dehghan et al., 2005).

Em Portugal a obesidade infantil está a aumentar exponencialmente, afetando cada vez mais crianças e adolescentes. O mais recente estudo efetuado pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) a 17.698 crianças, em idade escolar, no ano letivo 2016-2017, oriundas das sete unidades territoriais portuguesas (NUTS II), revelou que em Portugal 28,5% das crianças entre os 2 e os 10 anos têm excesso de peso, entre as quais 12,7% são obesas. Este mesmo estudo concluiu ainda que 65% das crianças em Portugal, entre os 2 e os 10 anos, não cumpre a recomendação internacional da OMS para a ingestão mínima de três porções de fruta e duas de legumes diárias. Os dados demonstram também que as crianças obesas são as que menos legumes ingerem, com uma prevalência de 38,3% de consumo inferior às recomendações.

As crianças obesas enfrentam ainda graves problemas sociais e psicológicos, estando mais sujeitas a ataques de bullying e outros tipos de discriminação, o que poderá provocar consequências diretas na auto-estima e a quebra no seu rendimento escolar (APCOI, 2018).

Um estudo desenvolvido em 2014 pelo Laboratório de Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana (FMH – Lisboa), revelou que “para reduzir o índice de massa gorda nas crianças é necessário incluir a prática de atividade física intensa”.

As diretrizes da prática da atividade física defendem que as crianças devem praticar pelo menos 60 minutos de atividade moderada por dia e que as intensidades elevadas devem ser incorporadas pelo menos 3 vezes por semana. Embora ainda não esteja clarificado o contributo da intensidade da atividade física, este estudo vem chamar a atenção para a importância da intensidade elevada com a finalidade das crianças terem um perfil mais saudável de composição corporal.

Tal como sucede com os adultos, as crianças devem ser acompanhadas por especialistas, médicos e profissionais ligados à prática do exercício, de forma a adaptar o esforço às necessidades e capacidades corporais. Mas a prática de exercício é essencial e deve ser incentivada desde os primeiros anos de vida do bebé.

Neste sentido o nosso ginásio Aquagym conta com um inúmero leque de serviços e profissionais do exercício qualificados que ajudarão a si e ao seu filho a combater esta epidemia. “A Obesidade Infantil não é uma brincadeira de crianças”.

Ricardo Rodrigues
Personal Trainer
Especialista em Atividade Física em Populações Especiais

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