O medo faz parte do nosso dia a dia e nem todos encaramos da mesma forma.

Para muitos de nós nadar é algo libertador e capaz de resolver alguns problemas diários, no entanto, para outros tem o efeito precisamente contrário.

Os medos não são iguais para todos!

Se para cada prato que confecionamos precisamos de ingredientes diferentes, para cada medo também temos de encarar de maneiras diferentes.

Que tipos de medo podemos encontrar?

É frequente encontrar pessoas com medo do afogamento, este normalmente desenvolvido por pessoas que não sabem nadar, ou que nunca tiveram contacto com o meio aquático e também não souberam lidar com o medo.

Muitas vezes estas fobias podem ser de três tipos:

  • Incidente traumático: um afogamento, um acidente, um empurrão ou uma brincadeira de mau gosto que levam a reforçar o medo.
  • Acesso à água: nos dias de hoje ainda existe muitas pessoas com dificuldade de acesso a piscinas, a praias, o que ajuda a desenvolver alguns medos.
  • Medos familiares: familiares próximos que desenvolvem o medo aos filhos, os sobrinhos, os afilhados, e através advertências excessivas sobre os riscos de entrar ou de se aproximar da água.

É de valorizar aqueles que têm a coragem de dar um passo em frente e enfrentar o seu medo. Expondo-se a situações controladas e seguras, que nos encaminham a encontrar soluções para tal, até que se sinta seguro no meio.

Ninguém vence o medo de uma hora para outra. A forma mais plausível é criar metas que gradualmente nos fazem eliminar o medo e aumentam a autoestima e a segurança no meio aquático.

Combater o medo e vencê-lo

 Como podemos combater o medo com a natação, quando recebemos um aluno com todas estas características?

Devemos encarar que o passo mais difícil já foi dado, a força de vontade em combater o medo e confiar em nós, para ajudar a combater o seu medo, sempre respeitando o limite.

Fazendo uma pequena avaliação, para perceber se o aluno se sente confortável com as diferentes profundidades das piscinas, a relação que ele tem com água e se temos ou não de estar a acompanhar dentro ou fora de água. Depois desta pequena análise criamos uma linha orientadora de trabalho e sempre de uma forma segura e progressiva nas etapas de aprendizagem.

Durante as sessões devemos sempre respeitar o limite do utente, dialogando a respeito das suas inseguranças e dar continuidade de forma a que ele se sinta confortável, explicando e encorajando para que ele supere as suas dificuldades.

A aprendizagem

 Em média um adulto aprende a nadar entre 6 a 12 meses. Porém cada caso é um caso. A adaptação ao meio aquático tem 3 fases:

A respiração

Na respiração fora de água, nós inspiramos e expiramos pelo nariz. Na água, a respiração é um pouco diferente, dado que inspiramos pela boca e expiramos pelo nariz. Assim, quando expiramos o ar pela via nasal impedimos que a água entre nas nossas vias respiratórias.

Este controle da respiração deve ser feito logo nas primeiras aulas, para que seja assimilado a respiração. A partir do momento que melhoramos a técnica, a respiração torna-se mecânica e assim melhoramos o rendimento nas aulas.

O equilíbrio

O equilíbrio passa de vertical para horizontal. A sua resolução é expressa pela capacidade de deslizar e de flutuar. Sem esta variável estar dominada não conseguimos ter uma maior eficácia motora no meio aquático, pois a nossa superfície de arrasto na posição horizontal é muito menor que na posição vertical.

A propulsão  

É o que nos faz movimentar no meio aquático, sendo que estes deslocamentos podem ser feitos tanto pelos membros inferiores, como pelos membros superiores.

Através desta habilidade, que se torna fundamental para que o aluno faça o seu deslocamento, utilizando ações propulsivos nas posições ventral, dorsal e submersos.

Estes são os primeiros passos para começarmos a aprender. A natação “não nenhum bicho de sete cabeças”, basta ter vontade, ser paciente, ter objetivos bem definidos e satisfação pelos pequenos passos adquiridos durante o processo.

Natação uma opção inteligente”

Filipe Fraga

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